
No Colégio Sidarta, o ensino de inglês é estruturado como uma jornada contínua, que integra aprendizagem significativa, acompanhamento individual e certificações internacionais reconhecidas, como o TOEFL. Desde o Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, os estudantes percorrem etapas que tornam visível sua evolução na língua, com o objetivo de alcançar o nível C1 de proficiência — um diferencial que amplia oportunidades acadêmicas e profissionais no Brasil e no mundo.
Nesta entrevista com Thaís Mistrello, nossa professora orientadora de Línguas Adicionais você conhece como essa trajetória é construída e por que ela se torna um marco importante na formação dos nossos alunos.

Como é a relação com os exames TOEFL ao longo da jornada do estudante?
Para nós, os certificados TOEFL acabam funcionando como uma comprovação a mais da aprendizagem do idioma. Por meio deles, conseguimos aferir se conquistamos nosso objetivo de preparar os nossos estudantes para conquistar o nível C1 ao final da 3ª série do Ensino Médio. O nível C1 amplia significativamente suas oportunidades, permitindo que você trabalhe em empresas internacionais, faça estágios no Brasil e estude fora do país.
O que significa alcançar o nível C1 em termos de aprendizagem de uma língua adicional?
O C1 consiste no nível avançado de uso da língua, caracterizado pela autonomia e pela proficiência. Quem alcança o nível C1, já é um falante independente, fluente, que usa de forma totalmente autônoma todas as quatro habilidades: escuta, fala, leitura e escrita. Trata-se de um nível de domínio do idioma que abre muitas portas, tanto para trabalhar em empresas internacionais quanto para realizar estágios no Brasil ou cursar uma universidade no exterior.
E o caminho até este nível inclui passos intermediários e outras avaliações ao longo da jornada, certo?
Os estudantes realizam a primeira prova internacional, o TOEFL PRIMARY, já no 5º ano do Ensino Fundamental, no Ciclo 2. É como se utilizássemos a “régua” do TOEFL para acompanhar o percurso deles como aprendizes da língua inglesa. Nesse momento, eles participam de avaliações referentes ao nível A2, considerado o nível básico de uso da língua. Esse nível envolve o domínio de um vocabulário inicial, relacionado ao ambiente escolar, à família e às atividades cotidianas, além da capacidade de ler textos simples e apresentar um nível inicial de compreensão oral e escrita.
No 9º ano, os estudantes realizam o TOEFL Junior, que avalia o desenvolvimento linguístico até o nível B2. Nesse estágio, espera-se que eles já consigam compreender textos mais complexos, identificar ideias principais e detalhes, além de demonstrar maior autonomia na leitura e na escuta. O nível B2 é caracterizado por uma comunicação mais independente, na qual o estudante consegue se expressar com clareza em diferentes contextos e lidar com situações do dia a dia com mais segurança.
Por fim, na 3ª série do Ensino Médio, os estudantes realizam o TOEFL ITP, que fecha esse ciclo de acompanhamento. Essa avaliação permite mensurar níveis mais avançados de proficiência, podendo chegar ao C1. Nesse momento, espera-se que os alunos apresentem um domínio mais sofisticado da língua, com capacidade de compreender textos mais densos, reconhecer nuances de significado e utilizar o idioma com maior precisão e autonomia em contextos acadêmicos e formais.
Existe uma preparação específica para este primeiro exame, o TOEFL PRIMARY?
Sim, fazemos uma preparação intensiva durante as aulas de inglês, que ocorre em duas das cinco aulas semanais ao longo de um semestre. Esse processo inclui a aplicação de simulados e a prática de estratégias específicas para cada parte da prova.
Além disso, os professores de Inglês do colégio são aplicadores certificados dos exames TOEFL, o que traz um olhar especializado para o preparo dos alunos — desde orientações sobre como preencher corretamente a folha de respostas até o desenvolvimento de habilidades de gestão de tempo.
Essa preparação cuidadosa também se deve ao fato de que, muitas vezes, o TOEFL Primary é a primeira experiência dos estudantes com uma avaliação externa. Por isso, além do desenvolvimento linguístico, eles também precisam aprender estratégias e competências essenciais para a realização de exames.
Depois dessa prova, no quinto ano, quando o Toefl reaparece na jornada do aluno?
No 9º ano, acompanhamos o avanço dos estudantes rumo ao nível B2, que corresponde a um domínio intermediário da língua, já em transição para o nível avançado. Para essa certificação, também oferecemos um semestre de preparação, com foco no formato da prova e no desenvolvimento de estratégias específicas. O ciclo se encerra na 3ª série do Ensino Médio, quando os estudantes realizam a avaliação final, com possibilidade de atingir o nível C1.
É importante destacar que acompanhamos de perto o percurso individual de cada aluno. Mesmo que o nível esperado não seja plenamente alcançado em todas as habilidades, trabalhamos para garantir que cada estudante continue evoluindo de acordo com suas potencialidades.
Nesse sentido, o trabalho com o TOEFL no Colégio Sidarta situa o aluno em uma escala global de proficiência, evidenciando, de forma clara e reconhecida internacionalmente, seu nível atual, mas sempre temos em vista seu percurso individual e suas vivências com a língua inglesa.
Como a experiência de aprender inglês no Colégio Sidarta se compara a um curso de idiomas?
Desenhamos a jornada de aprendizagem da língua inglesa e estabelecemos uma carga horária diferenciada, que pode chegar a cinco aulas por semana. Nossa meta é garantir que, ao se engajar nas propostas oferecidas pelo Colégio, o estudante não precise recorrer a complementações fora da escola. Há casos, por exemplo, de alunos que ingressam com alguma defasagem e concluem sua trajetória com domínio do idioma.
E como essas estratégias se diferenciam da de outros colégios?
No Infantil, o inglês faz parte da rotina dos estudantes no Colégio e das interações com os professores, sendo desenvolvido um trabalho voltado ao Biliteracy, que valoriza o aprendizado simultâneo de duas línguas desde cedo.
No Ciclo 1, o inglês é utilizado como ferramenta para o estudo de Science, permitindo que os estudantes tenham ampla exposição ao idioma por meio de conteúdos significativos, mesmo sem uma sistematização formal do aprendizado. Já no Ciclo 2, eles passam a sistematizar o aprendizado da língua, com uma carga horária ampliada que supera a de cursos regulares de idiomas.
Além disso, as turmas são organizadas considerando a aptidão dos alunos e o nível de suporte necessário para a aprendizagem do idioma. Dessa forma, conseguimos direcionar o trabalho pedagógico por meio de abordagens que desenvolvam as potencialidades dos estudantes, com foco nas quatro habilidades linguísticas: leitura, escrita, oralidade e compreensão auditiva.
Com essa base sólida de sistematização, no Ensino Médio conseguimos intensificar o trabalho com as habilidades linguísticas, especialmente a oralidade. Assim, imprimimos um ritmo consistente e eficaz, que favorece o desenvolvimento integral do aluno na língua inglesa.
Como garantir que estudantes com níveis de desenvolvimento diferentes acompanhem esse ritmo?
A partir do Ciclo 2, as turmas são divididas em dois grupos de 10 a 15 estudantes, o que permite um acompanhamento mais próximo por parte dos professores. A divisão leva em consideração a aptidão e o nível de autonomia no uso do idioma, de modo que cada grupo receba abordagens adequadas às suas necessidades. O material utilizado é o mesmo para ambos, mas a forma de ensinar é adaptada para potencializar o aprendizado de cada grupo.
Por exemplo, alunos do 6º ano que trabalham no nível A2 do CEFR podem abordar o Simple Past de maneiras distintas: enquanto um grupo ainda está descobrindo as formas dos verbos no passado, o outro já pode estar criando anedotas utilizando esses verbos. Dessa forma, conseguimos explorar o conteúdo de acordo com as potencialidades de cada estudante e garantir um desenvolvimento mais efetivo das quatro habilidades linguísticas.
Como o Colégio atua com crianças e jovens que tenham vindo com bagagens diferentes em relação ao inglês, especialmente em situações de defasagem de aprendizado?
A partir do 4º ano, o aluno passará por um diagnóstico inicial para avaliarmos seu nível atual. Com base nas informações coletadas, ele será alocado no grupo que melhor favoreça sua evolução no estudo do idioma. O trabalho com este aluno será orientado de forma a atender suas necessidades de aprendizado, incluindo adaptações nas atividades para estimular ao máximo sua aprendizagem.
Além disso, ele será encorajado a socializar com o grupo e a participar de trabalhos colaborativos, que proporcionam acolhimento e fortalecem a integração entre os estudantes.
Como Professora Orientadora de Línguas Adicionais, como é sua atuação no Colégio?
Iniciei minha atuação no Colégio Sidarta em 2023 como professora de inglês dos Ciclos 2 e 3. Atualmente, atuo na assessoria técnica e pedagógica do ensino de Inglês e Espanhol, desempenhando um trabalho de orientação que envolve a curadoria de materiais e recursos, além do apoio aos professores na escolha de abordagens e metodologias de ensino.
Um grande diferencial da nossa equipe é a sua experiência: os docentes dos Ciclos 2 e 3 possuem certificação em nível C1 ou C2 e são aplicadores certificados de provas internacionais.
Quais outros diferenciais você listaria no ensino do Inglês do Sidarta?
Nosso trabalho é sempre focado em desenvolver as quatro habilidades linguísticas, com um enfoque cada vez mais comunicativo. Na 3ª série do Ensino Médio, por exemplo, optamos por não adotar um material didático específico, pois entendemos que esse é um momento de aplicação prática, de preparação para o que virá após a escola. A ideia é construir, junto com os estudantes, um currículo e uma video cover letter em inglês que possam utilizar no futuro.
Além disso, eles estudam os conceitos de soft skills e hard skills, de modo que possam identificá-las e apresentá-las em situações como entrevistas para processos seletivos, estágios e outras oportunidades. Também trabalhamos em inglês com as MMEs (Multiple Mini Interviews — MMI), que já são utilizadas em processos seletivos de muitas universidades e empresas internacionais, como a FGV e a faculdade do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
De forma mais ampla, a inovação do nosso trabalho está em integrar todos os inputs de idioma, os recursos adquiridos e a sistematização percorrida ao longo do percurso escolar, permitindo que os estudantes apliquem esse aprendizado no mundo real, alinhado ao seu projeto de vida.
E o que você diria para as famílias que estão acompanhando essa jornada, que compreende um encadeamento de passos? O que fazer se sentirmos que, por alguma razão, o estudante não está alcançando o desempenho esperado?
Eu gosto de pensar no aprendizado de idiomas como um processo. Os estudantes não passam a falar ou compreender tudo de uma vez; cada etapa da trajetória de aprendizagem tem um propósito específico, característica da abordagem de ensino que implementamos aqui.
O que podemos afirmar é que, seguindo condições ideais de engajamento nas aulas e dedicação aos estudos, o estudante alcança seu objetivo: inicia sua jornada acadêmica e/ou profissional já com domínio do inglês no nível C1.