Delegação do Ensino Médio garante prêmios em simulação da ONU 100% em inglês

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Dentre mais de 300 estudantes de escolas privadas e instituições públicas de São Paulo e Rio de Janeiro, nossa delegação trouxe para casa 7 prêmios. Este foi o balanço da participação de 16 alunos do Ensino Médio do Sidarta na última AleMUN – a simulação da ONU realizada pela Escola Alemã Corcovado, que fica na zona sul do Rio.

Grupo reunido antes do embarque para o Rio de Janeiro. Foto: Colégio Sidarta

O grupo viajou sob orientação de Thaís Mistrello, professora orientadora de Línguas Adicionais, e de Marcos Paulo Gerônimo, professor de Inglês do Colégio. Foram 3 dias de atividades, em que os jovens atuaram como representantes de países membros das Nações Unidas em 12 comitês diferentes, buscando soluções diplomáticas para problemas globais.

Na AleMUN, todas as atividades são conduzidas em inglês. Além de uma imersão no idioma, a tônica de debates que dá o tom do evento favorece o desenvolvimento de habilidades como comunicação, negociação, pesquisa, resolução de problemas, tomada de decisão e pensamento crítico.

A intensa preparação em sala de aula trouxe frutos para o time Sidarta. Lara A., da 2ª série do Ensino Médio, levou o prêmio de Melhor Documento de Posicionamento e Pedro D., da mesma série, ficou com a Menção Honrosa pelo seu destaque no debate. Além disso, os estudantes Henrique G., Emilly C., Artur G., Davi S. e Pietro C. receberam a Menção Honrosa Verbal, concedida pela mesa diretora por conta de seus desempenhos nas discussões.

Em carta também em inglês, professores parabenizam desempenho da delegação

O Colégio Sidarta foi representado por alunos do 9º ano à 3ª série do Ensino Médio: Michela T. (9º ano); Benjamin P. (1ª EM); Arthur V., Davi S., Emilly C., Henrique G., ⁠Lara A., Laura C., Lucas C., Nina C., Sophia C., Theo H., Yasmin F., Pedro D., Pietro C. (2ª EM); e Arthur G. (3ª EM).

Os professores Thais e Marcos comemoraram o resultado e a experiência acumulada por meio da carta, também 100% em inglês.

Dear students,

We are far more than proud of you. In fact, “proud” feels far too small a word to express the admiration we have for each and every one of you.

Accompanying you throughout these three days of competition was both exciting and deeply inspiring. Watching your determination, courage, commitment, and resilience reminded us why experiences like this matter so much.

Thank you for accepting our invitation and for embarking on this challenge with us. Being outsiders at this event was never going to be easy, yet you embraced the experience with remarkable strength, maturity, and grace.

Despite every obstacle you faced, you never gave up. In fact, hearing so many of you say that next year you want to come back stronger, perform even better, and fight for an award showed us the incredible potential, determination, and spirit that you carry within yourselves.

Beyond practicing English, what we truly hoped for was that you would experience something much greater: meaningful human interaction; the opportunity to make decisions under pressure; to collaborate, adapt, lead, empathize, and exercise the many forms of intelligence and talent that each of you possesses. Throughout these three days, you embraced every one of those challenges, and you did all of that brilliantly.

Before we finish, we would like to say a few words to some very special people:

Michela and Ben, thank you for courageously venturing into the world of MUN even before participating in a SIS conference. That takes real bravery. We are counting on you for future conferences—you are part of our team now!

Pedro, Pietro, Davi, Henrique, and Emilly, you are witty, brave, and fearless. You elevated the level of your committee and left your mark through your intelligence, confidence, and determination.

Sophia, Yasmin, Theo, Lucas, Nina, Arthur Valim, and Laura, we hope you have discovered just how capable, powerful, and talented you are. We hope you learned that taking risks is always worthwhile because growth exists on the other side of courage.

Lara, we hope this award becomes the leap of faith you need to fully understand how brilliant and capable you truly are. We have always seen it in you, and now we hope you can see it too.

Before we conclude, I would like to dedicate a few special words to Artur de Godoy. I am going to allow myself a moment of sentimentality and say that you are one of the most talented young men I have ever met. Your leadership, dedication, and character have been extraordinary. I am truly honored to be your teacher and to have had the privilege of accompanying your journey.

We leave this experience feeling incredibly victorious—not because of trophies or rankings, but because sharing this journey with you was a privilege and a gift.

We love you all, and it has been an absolute pleasure to spend these days with you.

Thank you for trusting us, for challenging yourselves, and for showing us what determination, excellence, and heart truly look like.

Congratulations on everything you have achieved.

With admiration and affection,

Thaís and Marcos
Your very proud teachers

A simulação da ONU como um janela que amplia horizontes

Delegação premiada ao final do evento. Foto: Colégio Sidarta

Depois de retornar da viagem, com o diploma de Menção Honrosa, o estudante Pedro. D. escreveu um depoimento sobre o evento para o Blog Sidarta.

A minha participação no AleMUN foi uma experiência extremamente marcante. Este é o tipo de evento do qual todos os jovens do mundo deveriam ter a oportunidade de participar. No meu caso, por ter grande afinidade com debates, com a língua inglesa, com o Direito e com a diplomacia, a vivência foi ainda mais significativa.

Desde o início da viagem, o grupo foi muito unido. Nós nos apoiávamos, conversávamos sobre as estratégias de fala e também compartilhávamos momentos de descontração. No evento, o ambiente era formal e focado nos debates, mas, durante as pausas — e até mesmo ao longo das sessões —, os demais participantes se mostravam acolhedores e engajados em dar o seu melhor.

Nos primeiros dias, o ritmo era intenso e, ao observar participantes mais experientes discursando com tanta propriedade, cheguei a questionar se eu deveria estar ali. No entanto, houve um momento de virada: uma das delegadas, que representava um país com posicionamento oposto ao meu, conversou comigo de forma muito solícita. Apresentei a ela minhas pesquisas e ela me elogiou, dizendo que eu possuía muito conhecimento. Ela me incentivou a falar, lembrando que o evento não se tratava de uma nota definidora, mas sim de um espaço de aprendizado e integração. A partir disso, consegui superar o receio, expor minhas ideias e aproveitar a experiência, o que culminou na conquista de uma menção honrosa pelo meu esforço.

Fiquei alocado no Comitê de Contraterrorismo (CTC), representando a delegação de Israel. Por ser uma nação envolvida em temas complexos, assumi verdadeiramente o papel de delegado, tentando mentalizar como um diplomata daquele país agiria sob pressão. No início, cometi alguns equívocos na argumentação, mas, à medida que ganhei confiança, consegui estruturar uma linha de raciocínio sólida e defender bem as minhas teses.

Durante o debate, enfrentamos duas crises que colocaram Israel no centro das atenções. Uma delas envolvia o cenário fictício de ataque de um grupo radical israelense na Palestina, que teria resultado na morte de 16 mil pessoas utilizando armamentos das Forças de Defesa de Israel. A ONU exigia um posicionamento imediato da minha delegação sobre o suposto envolvimento estatal com o grupo. Lidar com um tema dessa magnitude foi desafiador.

Nunca me esquecerei do momento em que olhei para a fila de oradores e vi 15 pessoas inscritas para falar. Eu sabia que nenhuma delas me defenderia, mas que todas me questionariam severamente. Foi uma dinâmica fantástica e transformadora.

A preparação exigiu bastante esforço, incluindo a leitura minuciosa de um artigo da ONU de 47 páginas e o estudo do manual do evento. Esse processo, que envolveu o uso constante de dicionários para compreender termos técnicos e definições, expandiu significativamente o meu vocabulário e a minha proficiência no idioma.

Esse tipo de projeto expande os nossos horizontes. Ao sermos confrontados com a tarefa de defender posições com as quais pessoalmente discordamos, passamos a pesquisar mais a fundo e compreendemos que a realidade é composta por múltiplos pontos de vista e opiniões legítimas.

Saí do evento como uma pessoa muito mais experiente e autoconfiante. Além disso, a simulação em inglês funcionou como uma excelente preparação para o meu objetivo de cursar uma faculdade no exterior e para o meu grande sonho profissional, que é seguir a carreira diplomática — um meio em que os debates ocorrem majoritariamente na língua inglesa.

Colégio Sidarta