Com equipes formadas em diversas modalidades e faixas etárias, o Colégio Sidarta vem ampliando sua presença no cenário escolar de esporte e acumulando finais e títulos em ligas regionais. Os resultados são reflexo de uma rotina de treinos contínuos e de um trabalho que valoriza resiliência, disciplina, convivência e espírito coletivo.

Além do desempenho em quadra, o ambiente esportivo tem mobilizado as famílias, fortalecendo vínculos, ampliando o círculo social dos estudantes e contribuindo para o sentimento de pertencimento à escola — apontado por responsáveis como um dos motivos de escolha pelo Sidarta. Saiba mais sobre o programa de esportes do Sidarta nas entrevistas abaixo.
Bate-papo com Andres Constantino, coordenador de Atividades Extracurriculares do Sidarta
Andres, conta para a gente, por favor, em quais modalidades o Sidarta tem equipes e quais os principais resultados alcançados em 2025?
Neste ano, formamos equipes de futebol nos sub-9, sub-11 e sub-12 masculinos, além do sub-14 feminino; handebol nos sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18 masculinos e femininos; vôlei nas categorias mirim feminino e misto, além do juvenil feminino e masculino; e basquete nos sub-12 e sub-18 masculinos.
Até o momento dessa entrevista, no futsal, chegamos às finais da Liga de Esportes Escolar de Cotia (LECO) com as equipes sub-9, sub-11 e sub-12, além do time feminino finalista na conferência Granja Vianna. As equipes sub-11 e sub-12 também foram finalistas da Liga Alphaville. No basquete, o sub-18 sagrou-se campeão da Liga Alphaville (conferência Cotia).
No handebol masculino, o sub-18 conquistou o título na conferência Alphaville, enquanto o sub-16 foi finalista da LE2 e, assim como os times sub-16 e sub-18, finalista da Liga Alphaville e do School Games SP. Já no handebol feminino, as equipes sub-14, sub-16 e sub-18 chegaram às finais tanto da Liga Alphaville quanto do School Games SP.

Como é a jornada de cada um destes estudantes nos esportes, para além das vitórias? Quais valores têm sido desenvolvidos durante as práticas esportivas?
A preparação é longa, constante e exige resiliência, paciência e amor pelo esporte que se pratica. As equipes que hoje conquistam resultados treinam juntas duas vezes por semana há anos! Foram muitos jogos, torneios, amistosos, muitas derrotas e muito aprendizado até chegar às vitórias atuais.
As equipes que ainda não alcançaram esses resultados também estão nesse processo de semeadura e colheita. É desafiador, desgastante e empolgante ao mesmo tempo.
Teorias não substituem experiências de vida, como costumamos dizer aqui no Sidarta. O esporte certamente nos proporciona momentos incríveis, nos coloca diante de emoções reais — alegria, frustração, coragem, medo — e isso gera aprendizados profundos.
Como o esporte contribui para o senso de comunidade e para o engajamento das famílias?
As famílias adoram acompanhar os filhos no esporte. Acredito, como educador e também como pai, que o esporte é um ambiente de desenvolvimento saudável para o corpo, para a mente e para a vida social. Os estudantes se preparam fisicamente, tecnicamente, taticamente e psicologicamente; fazem amigos, conhecem novos espaços, ampliam repertório social.
As famílias querem seu filhos bem, felizes. Quando os veem se dedicando ao time, gritando o nome do colégio, torcem junto, criam vínculos e se sentem pertencentes. Já ouvi de muitos que o esporte é um dos grandes motivos para seus filhos estarem no Sidarta!
O que você vê como diferencial para colher estes resultados?
É a soma de vários fatores: apoio da direção, profissionalismo e dedicação dos professores e da coordenação, cuidado com a logística, participação das famílias e o engajamento dos estudantes, que reconhecem sua evolução e se comprometem com o time. Não é um único ponto — é uma comunidade inteira mobilizada.
Depoimento da Daniella, mãe do Noah, 6º ano
“Não consideraríamos uma escola para o nosso filho que não tivesse um comprometimento real com a prática de esportes — especialmente esportes coletivos. O esporte ensina a importância do trabalho em equipe, do foco e da superação; a como lidar com desapontamentos e a importância da elegância na vitória. Em outras palavras, ele cria situações que exemplificam os valores que desejamos para o nosso filho.
O Noah amadureceu muito nos últimos tempos e acredito que isso se deve, em parte, às experiências vividas no futebol do Sidarta. Ele passou por situações que certamente lhe servirão de grandes lições: como manter o ânimo de um time que está perdendo; lidar com injustiças; vencer; perder; compreender que, para um lance terminar em gol, o mérito não é apenas do atacante, mas de todos que contribuíram — dentro e fora de campo — para que a jogada acontecesse. Percebo que hoje o Noah valoriza muito mais o coletivo, tanto nas comemorações quanto nas frustrações.

As partidas de futebol do Sidarta são também uma oportunidade para as famílias se conhecerem e confraternizarem. O amor pelo esporte e pelas crianças é um grande unificador, que contribui para a formação de uma verdadeira comunidade Sidarta. Eu, particularmente, adoro participar como torcedora dos jogos do Noah — é muito divertido, e confesso que me emociono mais do que assistindo à seleção brasileira!“
Bate-papo com Marcio, pai do Enzo, aluno do 6º ano
Como você enxerga o trabalho esportivo no Sidarta?
O esporte desenvolve valores essenciais para a vida em sociedade: trabalho em equipe, disciplina, entender regras, saber o momento de ganhar, lidar com a perda, apoiar o próximo e celebrar conquistas. E esses valores se conectam diretamente com os princípios do colégio e com o programa de esportes.
Vejo uma atuação muito forte dos gestores e professores das atividades esportivas. Talvez possa haver ainda maior integração com toda a escola, para que o tema seja ainda mais amplamente trabalhado e chegue a mais estudantes e famílias.

Você vê, nas crianças, um amadurecimento que venha do esporte? Conseguiria nos dar um exemplo?
Sim. O Enzo é tímido, mas dentro da quadra assume postura, enfrenta medos e desafios, e desenvolve liderança, cobrando de si mesmo e trocando com os colegas.
Já vimos crianças que tinham medo de entrar em quadra e hoje têm excelente desempenho porque foram apoiadas no processo. No último sábado, na final do campeonato de Alphaville, o Enzo foi capitão da equipe e teve essa questão da liderança que mencionei.
Há também exemplos de pertencimento — como crianças que pediram para pais mudarem planos para que pudessem jogar, ou que chegaram com medo, mas entraram em quadra e se superaram. Essas experiências moldam valores para a vida de todas essas crianças.
Qual a importância de as famílias estarem presentes, na torcida?
Estar presente fortalece o vínculo entre pais e filhos. Eles veem que estamos torcendo por eles, vibrando por eles, sofrendo por eles. Os pais acompanham emoções, descobrem atitudes e se surpreendem com o desenvolvimento das crianças — às vezes positivamente, às vezes com aprendizados.
Também é um momento em que famílias podem conhecer umas às outras, podem também conhecer as outras crianças para entender o ambiente que o filho está inserido. Então eu só vejo benefícios na questão esportiva.