Futuros Regenerativos: conheça o tema que irá inspirar projetos no Colégio Sidarta ao longo de 2025

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Como preparar crianças e jovens para enfrentar os desafios do futuro e promover mudanças reais no mundo? No Colégio Sidarta, parte da resposta está na abordagem por projetos e no compromisso com temas que vão além da sala de aula. Em 2025, o tema “Futuros Regenerativos” vai propor reflexões sobre sustentabilidade, relações humanas e responsabilidade social. Em entrevista, Cida Schleier, diretora do Colégio Sidarta, explica como esse conceito vai permear as práticas pedagógicas da escola e conectar estudantes de diferentes faixas etárias ao longo do ano.

A ideia de trabalhar com um tema transversal no Colégio Sidarta não é nova. Como isso se encaixa nas práticas pedagógicas da escola?

De fato, essa ideia não é nova no Sidarta. Nossa metodologia se baseia na abordagem por projetos, e ter um tema que une essas iniciativas cria um pano de fundo que dá significado ao aprendizado. Desde o início do Sidarta, trabalhamos com essa perspectiva porque acreditamos na importância de tornar relevante aquilo que os alunos estudam. Quando você tem um tema que conecta os conteúdos, eles deixam de ser isolados e ganham mais significado para os estudantes.

Como isso impacta o desenvolvimento dos alunos?

Quando trabalhamos com temas, conseguimos unir esforços e direcionar os olhares de toda a comunidade escolar para um mesmo assunto. O Sidarta já se preocupa com questões como sustentabilidade e cocriação de futuros há muitos anos. Hoje, não dá para pensar em educação sem reconhecer que somos co-responsáveis pela construção do futuro. Trazer um tema que instiga os jovens a atuar na transformação da realidade é muito positivo.

Qual a relevância do tema escolhido para esse ano: “Futuros Regenerativos”?

Nós precisamos pensar em um futuro que não apenas sustente, mas regenere. Sustentar, hoje, é pouco. E não estamos falando apenas de meio ambiente, mas também das relações humanas e da forma como lidamos com os recursos do mundo. Nossa escola, que é associada à Unesco, tem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como norteadores de suas ações e esse tema está alinhado com esse compromisso.

Como o tema é trabalhado com diferentes faixas etárias?

Esse é um desafio que depende muito do trabalho pedagógico dos docentes. Cada um, com sua sensibilidade e preparo, adapta o tema para sua faixa etária. Crianças menores tendem a se envolver com questões do dia a dia, enquanto alunos mais velhos conseguem fazer abstrações mais complexas. O fundamental é garantir que o tema seja abordado de tal forma que permita esse mergulho.

E como garantir essa integração entre educadores e alunos?

A troca entre a equipe é essencial. Durante o ano, temos momentos nas formações pedagógicas em que professoras e professores apresentam suas práticas e compartilham insights. Muitas vezes, um assunto que um aluno mais velho está estudando pode ser útil para os menores. Essa interação também ocorre entre as turmas. Projetos podem envolver diferentes ciclos, com alunos do Ensino Médio compartilhando conhecimento com os menores ou vice-versa.

Você mencionou que os temas transversais também promovem uma conexão entre as diferentes matérias estudadas ao longo do ano. Como isso acontece?

O tema desafia os professores a pensar quais conteúdos e disciplinas podem se conectar para promover uma aprendizagem mais significativa. A vida não é segmentada por matérias, então nosso trabalho com projetos reflete isso. A interação entre diferentes áreas do conhecimento torna o aprendizado mais integrado e contextualizado.

Como essa abordagem evoluiu ao longo do tempo no Sidarta?

Desde o princípio, o Sidarta adotou a metodologia de projetos, o que era inovador na época. Desde 1998, esse aprendizado se tornou inerente ao fazer pedagógico da escola. Hoje, é gratificante ver como nossa comunidade está preparada para trabalhar esses temas e como isso se conecta à nossa identidade.

Como a ideia de futuro regenerativo vai estar refletida nas atividades deste ano?

Queremos ir além do meio ambiente e abordar também as relações humanas. Olhar para o futuro também significa olhar para si e para o passado. Planejamos trabalhar esse tema em conjunto com nossa comunidade, promovendo ações concretas por meio das quais os jovens possam atuar como agentes de mudança. As saídas de estudo do meio de 2025 foram todas planejadas para permitir experiências significativas, como visitar florestas para entender sua preservação ou explorar o impacto ambiental no rio Tietê.

E como a comunidade escolar tem recebido esse tema?

A recepção tem sido muito positiva. Estamos todos animados e felizes por trabalhar um tema que dialoga tanto com os valores do Sidarta. E convidamos toda a nossa comunidade a participar das atividades ao longo do ano, tanto no colégio quanto no Instituto, para que possamos nos aprofundar no tema e crescer juntos.

Colégio Sidarta