
Ano novo, escola nova!
Neste início de ano, nossos estudantes encontraram um ambiente escolar renovado, preparado nos mínimos detalhes para acolher, inspirar e apoiar o dia a dia de aprendizagens.
Após o encerramento do período letivo de 2025, os diferentes espaços do colégio passaram por reformas e melhorias, fruto de um trabalho dedicado da turma de Manutenção. Conversamos com José Weliton, encarregado da equipe, para compartilhar um pouco sobre os bastidores desse processo de cuidado com o ambiente escolar.
Tudo começa com um planejamento completo: organizamos pintura, elétrica, limpeza e jardinagem, distribuindo as tarefas conforme o tempo do calendário. Assim que o ano termina, já iniciamos os trabalhos nas salas e nas áreas externas.
Esse cuidado contínuo — que envolve desde a troca de lâmpadas, passando pela pintura das salas, até a poda semanal do jardim — é o que permite que, no primeiro dia de aula, a escola esteja preparada para acolher a nossa comunidade.
E, quando as aulas voltam, seguimos sempre atentos aos ajustes que surgem no dia a dia, para que os espaços estejam sempre prontos para receber todos.

Janeiro: tempo de descansar, mas também de multiplicar saberes
Entre os dias 12 e 16 de janeiro, recebemos 28 educadores de 5 estados diferentes para a 4ª edição do iMMersão.


O curso, oferecido pelo Instituto Sidarta, foi pensado para pessoas que ensinam Matemática e querem se aprofundar na abordagem Mentalidades Matemáticas. Conhecida como MM, a abordagem propõe uma forma inovadora de ensinar a disciplina e foi trazida para o Brasil em 2016 por meio de uma parceria entre Sidarta e Stanford, universidade onde nasceu.


Durante uma semana, os cursistas puderam experimentar atividades e estratégias baseadas nos princípios da abordagem. Dentre eles, estava Renata Caetano, professora mentora do Colégio Sidarta:
Renata, o que foi mais interessante na experiência durante o iMMersão?
A experiência me possibilitou quebrar barreiras e tabus que sempre carreguei, desde meu primeiro contato com a Matemática, ainda na infância. Naquele período, enfrentei muitas dificuldades, o que acabou gerando um bloqueio em relação à disciplina. Ao longo do iMMersão, pude ressignificar essas vivências e, hoje, minha mente passa a ver e a racionalizar a Matemática de forma mais ampla, conectada e cheia de significados.
O que do curso e da abordagem de MM você levará para as salas de aula do Sidarta em 2026?
Pretendo levar a abordagem de forma consciente e intencional. Hoje posso afirmar que gosto de Matemática, que desejo ampliar cada vez mais meus conhecimentos e que estou motivada a continuar aprendendo. Levo comigo a vontade de vivenciar novamente a imersão em Mentalidades Matemáticas, pois reconheço o impacto profundo que ela teve — e continuará tendo — na minha formação e prática docente.

Já entre os dias 19 e 30 de janeiro, nossa equipe viveu duas semanas de escuta, estudo e planejamento durante a Formação Pedagógica 2026.
Mais do que organizar o ano letivo, a formação pedagógica foi dedicada a preparar caminhos para nossos estudantes, por meio da construção coletiva de estratégias e da reflexão sobre os desafios que estão por vir.
Segundo a professora Carla Azevedo, este é um momento essencial para fortalecer a visão Sidarta de educar: “uma forma que, além de apaixonante, realmente transforma as pessoas e o mundo ao redor”.

Depois de muita preparação, hora de voltar às aulas no estilo Sidarta
Toda sexta-feira, quem acompanha nosso perfil de Instagram é convidado a se encantar com o que pode passar despercebido durante a semana: os gestos simples, os encontros cotidianos, as relações que se constroem na rotina da escola. O quadro Cenas do Cotidiano nasceu desse convite ao olhar atento para as riquezas do nosso dia a dia.
Para dar boas vindas a famílias e estudantes em 2026, montamos uma exposição com as fotos que colecionamos ao longo do ano passado. Imagens que mostram alunos em processo de descoberta, educadores em diálogo, equipes administrativas em ação, todos cuidando coletivamente para que tudo funcione, flua e – principalmente – acolha.
Cada cena carrega uma poesia própria. Juntas, elas contam uma história maior: a de uma comunidade de aprendizes que cresce porque aprende coletivamente, que se fortalece porque compartilha, que é Sidarta porque é junto.


Além da exposição, nossos alunos foram recebidos com atividades pensadas para acolher, envolver e provocar reflexões. Uma delas foi uma gincana sobre o conceito da interdependência, que envolveu alunos de diferentes idades.
Falando em Interdependência

Este conceito servirá como norte dos projetos e trabalhos que se desdobrarão ao longo de 2026.
A abordagem do tema respeitará cada faixa etária: para os menores, o conceito aparecerá de forma concreta e observável; para os maiores, o olhar se ampliará, num convite à abstração e à reflexão sobre relações interpessoais, étnicas e históricas.
A diretora Maria Aparecida Schleier comenta a proposta.
O que significa trabalhar interdependência na escola?
Trabalhar interdependência é compreender que cada ação gera impactos no outro e no mundo ao nosso redor. Mais do que um conceito biológico ou econômico, trata-se de uma competência ética e socioemocional. Aprender a enxergar o todo antes das partes é formar sujeitos capazes de analisar contextos complexos e tomar decisões mais conscientes.
E como transformamos o tema em experiência?
Na prática, a natureza é uma grande professora. Ao observar uma abelha do nosso meliponário, por exemplo, percebemos que ela depende das flores para viver — e que as flores dependem dela para a polinização. A partir dessas vivências, ampliamos o olhar dos estudantes para novas camadas de compreensão: relações sociais, questões étnicas e históricas, escolhas individuais e seus impactos coletivos. A interdependência deixa de ser apenas algo observado e se torna um compromisso assumido com responsabilidade.
E qual é a mensagem para a comunidade neste ano?
Que, ao final do ano, sejamos uma comunidade ainda mais consciente. Que o respeito nasça da compreensão de que ‘eu sou porque nós somos’. Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos. Antes de qualquer decisão, que possamos nos perguntar: ‘Como isso afeta o todo?’

Folia à moda Sidarta
No Sidarta, o Carnaval é vivido como um momento de celebração, convivência e expressão cultural. Conduzida pelos professores de Artes Integradas, a Folia Sidarta ganhou vida em um bloco marcado por danças, brincadeiras de roda, jogos musicais, desfile de fantasias e pelos estandartes produzidos pelos alunos mais novos — uma alegria que conectou toda a comunidade.

28 anos de Sidarta, com a energia do Cavalo de Fogo

Celebramos nossos 28 anos em um cenário especial: o Templo Zu Lai, onde também demos as boas-vindas ao Ano Novo Chinês.
Com a comunidade Sidarta reunida, a Mestra Abadessa nos apresentou os significados do Ano do Cavalo de Fogo — um ciclo que simboliza coragem, movimento e transformações conscientes.
A celebração contou com a performance da Cia dos Afetos, que nos conduziu pela história do horóscopo chinês. Estudantes da 3ª série do Ensino Médio apresentaram seu tradicional discurso bilíngue, em homenagem à data e à trajetória do Sidarta. A fala foi encerrada com um alegre “Xīnnián kuàilè, dàjiā!” — “Feliz Ano Novo, pessoal!” — proclamado pelo aluno William.
Para concluir a solenidade, as tradicionais danças do dragão e do leão envolveram todos em um momento de simbolismo e pertencimento.
