Sidarta em foco #7: confira a nova edição da nossa newsletter

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Da formação para uma convivência mais consciente no ambiente digital às experiências que fortalecem vínculos, autonomia e protagonismo, esta edição da Sidarta em Foco reúne alguns dos momentos que marcaram os meses de maio e junho de 2026.

Segurança digital em debate: estudantes participam de palestra sobre proteção nas redes

Depois do encontro das famílias Sidarta com a juíza Vanessa Cavalieri, foi a vez dos nossos estudantes refletirem sobre riscos e responsabilidades no ambiente digital. As turmas do 6º ano até a 3ª série do Ensino Médio tiveram a oportunidade de se aprofundar no assunto num bate-papo com a promotora Gabriela Lusquiños. 

Entraram na conversa temas como crimes contra a honra e a reputação de colegas; discriminação e intolerância, inclusive em grupos de mensagens; uso indevido de imagens, figurinhas e conversas privadas com colegas; e a responsabilidade legal de adolescentes a partir dos 12 anos. 

“A principal lição é que precisamos ter extrema cautela. O ideal é manter contato apenas com amigos, familiares e pessoas que conhecemos na vida real.”
Lorena S., 8º ano

“Para mim, o ensinamento mais importante foi a necessidade de assumirmos a responsabilidade pelas nossas próprias ações.”

William G., 3ª série do EM

Para apoiar as famílias diante do desafio de proteger filhos e filhas no mundo virtual, a promotora listou 5 dicas para implementar no dia a dia:

  • Pergunte e ouça
    Converse sobre o que seu filho ou filha acessa, com quem se comunica e o que compartilha online. Demonstre interesse genuíno, sem julgamentos, para que ele ou ela se sinta à vontade para falar.
  • Reforce os limites
    Explique que toda ação no ambiente digital deixa rastros e pode ter consequências legais — inclusive mensagens enviadas em grupos privados.
  • ⁠Fale sobre respeito.
    Oriente a tratar colegas com empatia, tanto presencialmente quanto nas redes. O que magoa alguém online machuca tanto quanto uma agressão presencial.
  • ⁠Monitore com diálogo
    Acompanhe as redes sociais, grupos de mensagens e jogos online — não como vigilância, mas como parte de uma relação de confiança e proteção.
  • ⁠Esteja disponível
    Deixe claro para sua filha ou filho que ele pode contar com você para buscar ajuda se presenciar ou sofrer alguma situação de violência digital.

Do digital para o analógico: a estreia da Noite de Jogos Sidarta

Jogos de tabuleiro, torneio de truco, momentos de dança e até troca de cards Pokémon. Por uma sexta-feira, o restaurante da escola ganhou um novo visual com a primeira Noite de Jogos Sidarta. A ideia partiu do Grupo Diálogos, em parceria com a coordenação do Ciclo 3

Confira a entrevista que as mães organizadoras Adriana Dominguez, Adriana Ventura, Claudia Hermida, Débora Casante, Denise Takatohi, Érika Pedrosa, Erika Godoy, Gisele Artes e Vanessa Bonadio concederam para a nossa news e saiba mais sobre o evento, que terá nova edição no 2º semestre.

Como surgiu a Noite de Jogos Sidarta e quais eram os principais objetivos da iniciativa?
A ideia surgiu numa reunião do grupo, a partir do desejo de criar um espaço de convivência saudável entre os estudantes, que fosse livre de telas e também fora do ambiente formal da sala de aula. Percebemos que os jogos aproximam, estimulam a cooperação, o pensamento estratégico e fortalecem vínculos. Nosso objetivo era criar oportunidades para que os estudantes exercitassem habilidades socioemocionais como escuta, respeito às diferenças, colaboração, tolerância à frustração e trabalho em equipe, em uma experiência leve, divertida e significativa.

Ao longo da noite, o que mais chamou a atenção de vocês nas interações entre alunos?
A naturalidade com que estudantes de diferentes idades e grupos se misturaram. Vimos jovens que normalmente não convivem muito compartilhando estratégias, ensinando regras uns aos outros, celebrando vitórias e lidando com derrotas de forma respeitosa. Havia um clima muito bonito de acolhimento, entusiasmo e participação genuína. Eles estavam completamente envolvidos nos jogos, sorrindo, conversando, interagindo – sem que ninguém estivesse preocupado com celulares. Foi exatamente o que sonhávamos para o evento: pessoas presentes, conectadas umas às outras, vivendo uma experiência compartilhada.

O que vocês gostariam que os estudantes levassem da experiência, para além da diversão??
A percepção de que relacionamentos são construídos através da escuta e da disponibilidade para estar com o outro. Queremos que essa experiência vá para além da escola, fortalecendo vínculos em outros espaços. Afinal, aprender acontece em muitos contextos, inclusive nos momentos de lazer. Acima de tudo, gostaríamos que guardassem a sensação de pertencer a uma comunidade que valoriza os encontros, o diálogo e as conexões humanas.

Aprofundando conceitos: leituras para inspirar o aprendizado sobre relações étnico-raciais

Desde abril, toda a nossa comunidade escolar – docentes, colaboradores, familiares e estudantes – está engajada na missão de construir um ambiente mais saudável para nossas crianças e jovens por meio de conversas sobre relações étnico-raciais e educação. As reflexões despertadas aparecem de diferentes formas nos relatos dos estudantes:

“Quando passamos a compreender o que de fato é o racismo e de que formas ele se manifesta, começamos a policiar nossos comportamentos e a notar essas dinâmicas ao nosso redor.”
Thiago S., 1ª série do EM

“Infelizmente, presenciamos atitudes racistas no dia a dia, mas não podemos normalizá-las. É preciso confrontar essas situações e deixar claro que tais comportamentos estão errados e não devem ser tolerados.”
Ana M., 3ª série do EM

Pensando em apoiar a jornada por essas temáticas, o Instituto Jira, nosso parceiro na iniciativa, compartilhou dicas de leitura para propiciar boas conversas na escola e em casa:

O perigo de uma história única, de Chimamanda Ngozi Adichie
O livro explica de forma simples e envolvente o apagamento e a desumanização que pessoas negras sofrem constantemente e traz conceitos extremamente úteis para a realidade brasileira. Pode ser lido junto com crianças maiores ou adolescentes.

Quando me descobri negra, de Bianca Santana
Nesses relatos, alguns biográficos, outros ficcionais, a autora compartilha seu processo de descoberta da identidade negra. Com momentos de leveza, passagens dolorosas e ilustrado por Mateus Velasco, o livro permite dar início a conversas importantes.

A terra dá, a terra quer, de Nêgo Bispo
Um livro que a gente lê se dependurando em cada palavra, cada ideia que o autor nos deixou, pela beleza, simplicidade e profundidade de cada uma. Tudo nesta obra toca a alma — e transforma. E a edição é uma obra de arte.

Não basta não ser racista, sejamos antirracistas, Robin DiAngelo
Esta obra é praticamente um curso introdutório para pessoas brancas que querem se rever, desconstruir o racismo que estrutura o pensamento, consciente ou inconscientemente, e compreender seu papel no sistema racista.

Festa Junina: momento de viver intensamente o que é ser Sidarta

O Arraial de 2026 foi um encontro de identidades, culturas, tradições e saberes.  Mais de 1.000 pessoas se reuniram para celebrar o Imaginário Brasileiro, conceito que guiou toda produção da festa. Famílias, educadores e alunos trabalharam juntos na cenografia, na ambientação e nas apresentações para chegarmos ao resultado que você confere no vídeo a seguir.

Segundo Mariana Manse, professora de Música, para contemplar toda a diversidade do nosso povo, foi preciso disparar diversos ciclos de pesquisa. Cada ciclo gerou experimentações, explorações e, por fim, criações que foram coreografadas, encenadas, cantadas, esculpidas, pintadas… “Foi, essencialmente, um processo de compartilhamento”, disse a professora.

Na nossa news, trazemos um exemplo representativo de como a festa se traduz no projeto pedagógico do Colégio e ainda promove a integração entre estudantes de diferentes séries. Leia no relato da professora Izabella de Castro sobre o projeto que reuniu crianças do G5 e do 5º ano:

Este projeto nasceu do desejo de ampliar a compreensão sobre os elementos culturais frequentemente observados nas festas juninas, como as bandeirinhas, a fogueira, o chapéu e o mastro, mas cujos significados e histórias nem sempre exploramos a fundo.

Para isso, os estudantes do 5º ano realizaram pesquisas sobre esses símbolos e compartilharam o que aprenderam com as crianças do G5. A partir dessa troca, os grupos participaram juntos da confecção de bandeirinhas e outras peças cenográficas que fizeram parte da festa.

Para os alunos do 5º, o projeto fortaleceu o senso de responsabilidade e as habilidades de comunicação. Para os pequenos do G5, ficou a experiência de aprender em um contexto marcado pela interação, pela observação e pela valorização do que é construído em comunidade.

Na galeria a seguir, você confere algumas imagens do desenrolar do projeto.

Conecta Universidades: uma ponte direta entre o Sidarta e o Ensino Superior

Quase 20 universidades do Brasil e do exterior a alguns passos de distância. A feira Conecta Universidade ofereceu aos alunos do 9º ano à 3ª série do Ensino Médio uma oportunidade única e exclusiva de conversar com especialistas de instituições renomadas. Nossa quadra ficou repleta de estandes em que os estudantes puderam tirar dúvidas, apurar caminhos e consolidar escolhas.

Para Sophia C., aluna da 2ª série do EM:

Para nós, os assuntos ‘futuro’, ‘faculdade’ e ‘o que queremos da vida’ são uma constante. A dinâmica trazida pela escola foi excelente, pois os representantes estavam genuinamente interessados em explicar sobre as universidades, os cursos e como é a vida real depois da escola.  São iniciativas diferenciadas como essa que nos colocam à frente de outras escolas. O Sidarta tem esse olhar mais humano para os alunos e eu acredito que falar sobre o futuro dessa forma é fundamental.

Já para Taís L., 3ª série do EM:

Por mais que o meu foco esteja em Arquitetura e em Design, fiz questão de passar pelos estandes de todas as faculdades para ver o que tinham a oferecere achei tudo muito interessante. É excelente abrir o leque e ter mais de uma alternativa.

A representante da FIA Business School, Camila, também aprovou a proposta:

O evento foi sensacional, com uma preparação maravilhosa e alunos extremamente educados e interessados. É uma iniciativa muito bacana, com o papel de informar o estudante sobre as possibilidades que ele tem pela frente. Acredito fortemente no propósito de levar o conhecimento de fato e abastecer esses jovens com novas oportunidades”.

Uma viagem pelo universo ONU: delegação Sidarta se destaca em evento falado 100% em inglês

Nunca me esquecerei do momento em que olhei para a fila de oradores e vi 15 pessoas inscritas para falar“. Esta é uma das frases que Pedro D., da 2ª série do EM, usa para contar como foi sua experiência na AleMUN, simulação do modelo das Nações Unidas realizada pela Escola Alemã Corcovado, que fica no Rio de Janeiro.

Ele fez parte da delegação de 16 estudantes que o Sidarta levou para o evento e que trouxe de volta para São Paulo 7 premiações. Orientados por Thaís Mistrello, professora orientadora de Línguas Adicionais, e de Marcos Paulo Gerônimo, professor de Inglês, os alunos viveram na pele a rotina de trabalho de um diplomata e, como acontece na ONU, debateram soluções para problemas mundiais falando 100% do tempo em inglês.

Em uma carta de agradecimento, Thais e Marcos comemoraram o empenho dos alunos:

Apesar de todos os obstáculos que enfrentaram, vocês nunca desistiram. Ouvir tantos de vocês dizerem que, no próximo ano, querem voltar mais fortes, ter um desempenho ainda melhor e lutar por uma premiação nos mostrou o potencial, a determinação e a força extraordinários que cada um carrega dentro de si.

A íntegra da carta e o depoimento completo do Pedro você confere clicando aqui!

Da escuta à ação: o retorno do Acampadentro ao Ciclo 2

Passar uma noite na escola entre amigos e professores, numa imersão focada em fortalecer autonomia e promover vínculos. Essa é uma forma de apresentar o Acampadentro, evento já tradicional para as crianças do Ciclo 1 e um dos diferenciais da proposta pedagógica do Sidarta.

Neste semestre, o Colégio estendeu a programação também para os estudantes do Ciclo 2, atendendo a um pedido feito pelos próprios alunos do 4º ao 7º anos. A ideia foi acolher uma faixa etária que vive importantes transformações emocionais, corporais e de aprendizagem, sem abrir mão do brincar, do pertencer e do conviver.

A atividade registrou uma adesão expressiva de 100 dos 117 alunos do segmento, em uma noite que incluiu a transmissão de um jogo do Brasil na Copa do Mundo, fogueira com marshmallows, balada e um café da manhã de encerramento. O evento também incluiu desafios em grupo, elaborados pelos professores de Educação Física Flávia do Ó e Lucian Atanasio, que promoveram a troca de experiências entre estudantes das diferentes turmas.

A coordenadora do ciclo, Mônica Munuera, reforçou a importância de manter um canal de diálogo aberto com os estudantes:
Quando a gente mostra que o que eles compartilham é importante e que, aquilo que for possível, vai ser trazido para a prática, surge uma conexão muito importante. Fortalecemos um entendimento de que a escola não é do professor, do coordenador, da gestão. A escola é um coletivo, que só existe por eles e para eles!

Uma maratona de inovação com quem é referência no assunto

A eletiva desenvolvida pelo Sidarta com o Inteli, instituição de ensino superior destaque no principal ranking global de inovação, trouxe novidades este semestre. O programa focou no Design Thinking para a construção de protótipos que solucionassem problemas reais. E com um desafio a mais: a definição do problema partiu dos próprios estudantes!

O formato foi inspirado nos hackathons, experiências de criação colaborativas em que os estudantes têm um tempo determinado para desenvolver as soluções para a questão que levantaram. Outra novidade foi a exploração planejada das IAs generativas como ferramentas de apoio na prototipagem.

André Matui, professor do Inteli e mentor da eletiva, explicou a estratégia que definiu o ambiente escolar como universo de ação:

O novo formato deixou mais espaço para o desenvolvimento livre de projetos. Com isso, o foco saiu do aprendizado de ferramentas e foi para a resolução de problemas. Nossa principal função foi ajudar os alunos a compreenderem profundamente os desafios que escolheram investigar, permitindo que eles atuassem nas causas reais e não apenas em sintomas.

Nesse processo, a inteligência artificial entrou como ferramenta de apoio. Trabalhamos com problemas do dia a dia da escola para os quais a IA não tem resposta pronta. Assim, os estudantes tiveram que usar a própria criatividade e capacidade de análise para encontrar caminhos.

Formaram-se 5 equipes que desenvolveram 4 softwares e 1 hardware:

  • Seu próximo passo: plataforma de orientação de carreiras voltada à construção de projetos de vida
  • Chronos: aplicativo para organizar a rotina de estudos e a preparação para o ingresso em universidades
  • Studélix: site que apoia o estudo autônomo e a fixação de conteúdos escolares
  • Jogos que ensinam: jogos digitais que facilitam a compreensão de conteúdos acadêmicos e relacionados a simulações da ONU
  • Vardware: sistema de detecção com sensores de linha automáticos para auxiliar a arbitragem de jogos de vôlei

A aluna Michela T., do 9º ano, resume o impacto da experiência:

A gente explorou vários aplicativos – como o Lovable, que auxilia na prototipagem de sites – e aprendeu sobre como criar projetos em si. Sinto que levarei para a vida a metodologia de resolução de problemas, que nos ensinou a questionar motivos de forma incansável até identificar a causa real de uma questão.

Do Cariri à Urubici: os caminhos das Expedições Sidarta

Nas nossas viagens de estudo do meio, conhecidas também como Expedições, os estudantes têm a oportunidade de conhecer diferentes territórios, histórias e perspectivas. É o nosso princípio de que teorias não substituem experiências de vida experimentado na prática.

Neste primeiro semestre, os alunos do 8º ano embarcaram numa jornada que teve a região do Cariri cearense como destino. Já as turmas de 6º e 7º ano percorreram partes da serra catarinense, além da capital do estado Florianópolis. 

Relembre com a gente como foram as duas viagens!

Expedição Sidarta – Cariri

Expedição Sidarta – Florianópolis e Serra Catarinense

Colégio Sidarta