Está no ar a oitava edição da Sidarta em Foco. Projeto Andoriar no Vale do Ribeira, Expedições Sidarta no litoral paulista, intercâmbio nos Estados Unidos e muito aprendizado no campus da escola. Relembre coma gente alguns dos melhores momentos dos meses de agosto e setembro.
Olimpíadas acadêmicas premiam estudantes do Sidarta em desafios de diferentes áreas
Nos últimos meses, o Colégio Sidarta conquistou 29 medalhas e 14 menções honrosas em olimpíadas acadêmicas de diferentes áreas
do conhecimento. Canguru de Matemática, Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) estão entre as várias competições que reconheceram o talento dos nossos alunos.
Para a professora Andreza Silva, o principal valor dessas experiências está no processo.
O mais importante é que os estudantes compreendam cada desafio como um instrumento para mensurar seu desempenho e seus conhecimentos, de maneira natural e tranquila.
Andreza Silva
Professora

Quando a data da olimpíada se aproxima, entramos nas salas para explicar como funciona a competição, verificar quem tem interesse e fazer as inscrições. Depois, acompanhamos os estudantes nas questões técnicas, fase a fase, apoiando-os em todas as dúvidas que surgem ao longo do processo.
Bruno Cordeiro
Laboratorista

Andreza e Bruno atuam como mentores ao longo dessa jornada, acompanhando os estudantes de perto e ajudando cada um a avançar diante dos desafios, sem tirar deles o protagonismo sobre o próprio percurso. Esse acompanhamento contribui para o desenvolvimento da autonomia, do senso de responsabilidade e da organização dos estudos.
Sidarta conquista 4º lugar na OBR Regional e classifica 8 projetos para a etapa nacional da MNR

Em agosto, estudantes do Sidarta participaram das etapas regionais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e da Mostra Nacional de Robótica (MNR), realizadas no nosso campus. O resultado foi a conquista do 4º lugar na modalidade Artística da OBR e a classificação de oito projetos desenvolvidos no Laboratório de Inovação Social (LISS) para a etapa nacional da MNR.
As duas competições reuniram diferentes desafios de Robótica. Na OBR, as equipes participaram das modalidades Resgate e Artística, enquanto a MNR recebeu projetos científicos desenvolvidos pelos estudantes. Para as equipes do Sidarta, foi também a primeira participação nessas competições.
Viagens levaram estudantes do 1º ao 5º ano para explorar territórios do litoral paulista

Em setembro, nossos alunos do 1º ao 5º ano tiveram a oportunidade de vivenciar na prática o que estudam na sala de aula sobre temas como meio ambiente, cultura e história. As turmas do 1º ao 3º ano estiveram em Ubatuba, enquanto os estudantes de 4º e 5º viajaram por Bertioga e Santos.
Em Ubatuba, os estudantes aprenderam sobre a preservação da Mata Atlântica e da vida marinha, sobre o passado e o presente do Quilombo da Fazenda, e sobre os modos de vida do povo da Aldeia Guarani Yakã Porã.
Em Bertioga e Santos, a investigação passou pela transformação do território litorâneo, pela conservação do patrimônio e da biodiversidade, pelas tradições do povo Guarani, pelas narrativas relacionadas à história do café e pelos efeitos da engenharia sobre os sistemas de transporte e o Porto de Santos.
Realizadas simultaneamente, as expedições deram origem a novos caminhos de aprendizado, que continuaram a ser trilhados nas disciplinas eletivas.
Professores de Sidarta investigam novas perguntas sobre educação
Como o trabalho em grupo pode favorecer a aprendizagem?
Qual é o papel do brincar e do tédio no desenvolvimento de crianças e jovens?
Essas são algumas das questões que professores do Sidarta estão investigando em 2026, na 5ª edição do Programa Educar para Além do Óbvio.
Em agosto, eles compartilharam nas rodas de troca do programa o andamento de suas pesquisas, contando a outros educadores o que já haviam descoberto e as evidências que já reuniram ao longo das investigações.

Nesta edição, 14 trabalhos estão sendo desenvolvidos. Todos com uma mesma questão como ponto de partida: “Quais futuros educacionais somos capazes de construir quando assumimos os papéis de professores-pesquisadores, autores e cocriadores de saberes a partir de uma prática ou investigação para além do óbvio?”
Criado pelo Instituto Sidarta em 2022, o Educar para Além do Óbvio transforma questões que surgem no cotidiano escolar em objetos de investigação. A cada edição, educadores transformam perguntas em pesquisas, coletam e analisam evidências, compartilham suas descobertas em um encontro e, ao final, registram esse percurso em uma publicação.

O próximo momento de compartilhamento acontece em 7 de novembro, durante o 5º Encontro do programa, aberto à comunidade Sidarta e ao público externo.
4º Encontro Mentalidades Matemáticas reúne educadores de 11 estados
Entre 11 e 13 de setembro, o Instituto Sidarta promoveu a 4ª edição do Encontro Mentalidades Matemáticas, que reuniu 197 participantes de 11 estados brasileiros.
Realizado desde 2023, o evento promove troca de experiências, pesquisas e práticas sobre novas formas de ensinar e aprender Matemática.
Nesta edição, foram 73 trabalhos submetidos e 54 selecionados para apresentação, entre comunicações científicas, oficinas e relatos de experiência. Entre os presentes, estavam docentes, coordenadores, técnicos e diretores de diversas escolas e universidades, além de profissionais do Colégio e do Instituto Sidarta.

Entre eles, Cristiane Ishihara, professora de Matemática do 7º ano, formadora e autora de materiais do Programa Mentalidades Matemáticas. Ela participou da mesa-redonda “Princípios, práticas e experiências com a abordagem MM”, que reuniu docentes que colocam a abordagem MM em prática.
Durante sua fala, Cristiane conectou duas frentes de atuação do Sidarta: o trabalho com MM desenvolvido cotidianamente no Colégio e a atuação nas formações oferecidas pelo Instituto a educadores de diferentes regiões do Brasil.
Uma década de novas ideias para a Matemática
O 4º Encontro MM teve ainda um significado especial: em 2026, o Programa Mentalidades Matemáticas completa dez anos de atuação no Brasil. A abordagem MM foi trazida ao país pelo Instituto Sidarta, em parceria com o Youcubed, centro de pesquisa da Universidade de Stanford onde ela foi criada. Desde 2016, o programa forma educadores e ajuda a disseminar os princípios e as práticas das Mentalidades Matemáticas em todo o nosso território!
E o que é Mentalidades Matemáticas?

MM é uma abordagem que reúne contribuições da Neurociência, da Educação Matemática e da Psicologia da Educação para propor uma nova forma de ensinar a disciplina: por meio de experiências de aprendizagem mais abertas, criativas e visuais, nas quais diferentes formas de pensar e resolver problemas têm espaço.
LISS e FLIS se unem ao Andoriar em ações sociais com comunidades quilombolas

Pela primeira vez, o Laboratório de Inovação Social Sidarta (LISS) e a Festa Literária Sidarta (FLIS) se uniram ao Andoriar durante as ações sociais realizadas pelo nosso projeto de voluntariado. Em agosto, estudantes do 9º ano à 3ª série do Ensino Médio viajaram às comunidades Ivaporunduva, Nhunguara e Galvão, no Vale do Ribeira (SP), para colocar em prática projetos desenvolvidos ao longo do primeiro semestre no LISS e realizar uma edição diferente da FLIS.

As ações foram definidas a partir de um processo de escuta realizado no início do ano. Representantes do Sidarta visitaram os quilombos e conversaram com suas lideranças para conhecer necessidades, interesses e possibilidades de parceria. A partir dessas conversas, a turma do 9º ano idealizou e prototipou os projetos nas aulas do LISS.
Um sistema automático de irrigação para o viveiro de mudas local, um projeto de sinalização para incentivar o turismo de base comunitária e duas bibliotecas com acervos curados especialmente para os moradores da região estão entre as iniciativas implementadas pelos alunos. No caso das bibliotecas, a seleção de títulos contou com a parceria da Midiateca Sidarta e da Livraria Movimento Literário, e o mobiliário foi assinado pelo Quero-Quero, ateliê especializado em marcenaria para ambientes de aprendizagem.
Durante os 5 dias de viagem, os estudantes também deram nova vida a uma quadra esportiva e a um centro comunitário. Com o apoio da Quitanda Escolas, nossa parceira de alimentação, o centro também ganhou eletrodomésticos novos e as mulheres que atuam por lá, no receptivo de visitantes, participaram de uma oficina de culinária.



E ainda deu tempo de conhecer 3 das famosas cavernas da região!


A semana de atividades foi encerrada com a realização das seguintes oficinas da FLIS: “Tecendo histórias com fibra de bananeira”, “Ecos do Quilombo: a arte de contar histórias, causos e lendas quilombolas” e “Saberes ancestrais: a roça é vida e literatura”, todas dadas por atores e artistas locais.
Enquanto acontecia no Vale do Ribeira, a FLIS também movimentou o Colégio!

A comunidade Sidarta participou do bate-papo “Ler para escrever — como ter ideias para criar histórias e mundos fantásticos” com Felipe Castilho, seguido por uma sessão de autógrafos com o escritor.
A festa ainda contou com uma intervenção itinerante do Trama Trio, formado por professores do nosso Departamento de Artes; e uma feira de livros da Movimento Literário, com uma seleção para todos os gostos e idades.
Semana do Bem-Estar leva arte, conversa e convivência aos espaços do Sidarta

Estudantes e educadores de todos os segmentos do Colégio participaram, em setembro, de uma programação dedicada ao bem-estar e à convivência. Inspirada na campanha lançada pela Organização Pan-Americana da Saúde, a iniciativa ocupou diferentes espaços do campus e, durante 5 dias, incorporou atividades diferentes à rotina escolar.
A Semana do Bem-Estar representa um movimento coletivo de cuidado com uma comunidade que educa. A proposta buscou valorizar talentos, incentivar encontros, estimular gentilezas e ampliar espaços de empatia, afeto e alegria no cotidiano.
Beatriz Carvalho, Coordenadora de Ciclo 3
O adolescente não é um projeto nosso, nem alguém ‘em construção’. Ele já é um ser humano inteiro, sendo quem é no presente. Quando o respeitamos dessa forma e o escutamos, criamos um espaço de acolhimento genuíno.

Elisama Santos, escritora, psicanalista, comunicadora e mãe Sidarta
A programação começou com uma conversa sobre saúde e bem-estar na adolescência conduzida por Elisama Santos, escritora, psicanalista, comunicadora e mãe Sidarta.
O encontro abordou desafios emocionais dessa fase da vida, os impactos das redes sociais e a importância da escuta, do respeito e do acolhimento.
Foi fundamental escutar que ter conversas difíceis é inevitável e que elas não se tornam necessariamente mais fáceis com o tempo; o que muda é a nossa capacidade de lidar com elas e de guiá-las melhor.
Sofia V., aluna da 3ª série do Ensino Médio
Nos outros dias, a programação trouxe diferentes formas de participar e estar junto.

O Movimenta Sidarta propôs atividades corporais; Gentileza Anônima criou oportunidades para pequenos gestos de cuidado entre os estudantes; o Karaokê abriu espaço para música e descontração; e as Estações de Arte convidaram a comunidade escolar a experimentar diferentes formas de expressão.

As atividades ocuparam espaços como a Pirâmide Central e o Restaurante do Colégio.
Foi incrível poder ter esse momento de integração com minhas amigas de outras turmas. Essas atividades são muito importantes para nos aproximarmos de outros alunos e fortalecermos nossas conexões.
Sofia B., aluna da 1ª série do Ensino Médio

Aluna do 3º ano entrevista cientista sobre inteligência artificial no Jornal Joca

A edição de agosto/setembro do Jornal Joca trouxe uma participação especial do Colégio Sidarta. Helena M., aluna do 3º ano, foi uma das repórteres mirins da publicação e entrevistou a cientista da computação e pesquisadora Nina da Hora.
A conversa fez parte da matéria “Tecnologia sem preconceito”, que abordou os impactos do racismo algorítmico no cotidiano. Durante a entrevista, Helena e Nina falaram sobre como tecnologias que utilizam inteligência artificial, como as de reconhecimento facial, podem apresentar falhas e reproduzir vieses discriminatórios.
25 dias em inglês: estudantes do Sidarta vivem experiência internacional nos EUA

Durante as férias de julho, estudantes do Colégio Sidarta passaram 25 dias nos Estados Unidos, participando do Washington Academy Summer Program, na Universidade do Maine. Ao longo da experiência, tiveram aulas de Biologia Marinha, canoagem e história local — todas em inglês — e conviveram com jovens de diferentes países.
A viagem integra a jornada de duplo diploma do Colégio Sidarta, realizada em parceria com a Efígie Academy e a Washington Academy. Além da imersão no idioma, o programa colocou os estudantes diante de situações novas, como assumir responsabilidades, circular por um ambiente internacional e lidar com a distância de casa.
Para Lucca B., estudante da 1ª série do Ensino Médio que participou da viagem, a experiência também evidenciou a preparação construída ao longo da vida escolar. “O ensino de Inglês no Sidarta é diferente. Depois que eu entrei aqui, ganhei muito mais confiança com a língua.”