Imaginário Brasileiro: veja como foi a Festa Junina de 2026

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Olhe em volta. Das pessoas que compartilham o cotidiano com você, quantas descendem de povos vindos de diferentes partes do mundo? Essa provocação guiou a Festa Junina de 2026, transformando o tradicional arraial do Colégio Sidarta em um espaço de reflexão sobre o papel das migrações na formação do imaginário e da identidade brasileira.

Mais de 1.000 pessoas – estudantes, professores, colaboradores e a comunidade do entorno do colégio – se reuniram para celebrar a riqueza que nasceu do encontro entre os povos originários que já habitavam nosso solo, os que chegaram por mar e os que vieram por terra.

“O que eu mais gosto é que não tem uma coisa só para a gente fazer durante a festa. Você pode assistir as várias apresentações, pode brincar nas muitas barraquinhas, pode comer – e tem muita comida boa!”, disse Heitor P., aluno do 8º ano. Tatiana Ribeiro, mãe do Heitor e também do Tomás e da Gabriela, do 6º e 2º anos respectivamente, faz coro: “Essa é a nossa terceira Festa Junina e é sempre um astral muito gostoso. A gente sempre fica até acabar, ajuda a levantar as cadeiras e tudo mais!”.

Para Alexandre Coimbra Amaral, pai do Gael, do 7º ano, “uma festa como essa mostra tudo o que o Sidarta consegue fazer. Consegue organizar lindamente o espaço, orientar as pessoas. Eu percebo que é uma forma de manter a intimidade circulando dentro da escola, para que ela não seja só um espaço de deixar a criança, mas sim de construir com ela”.

Festejo produzido por muitas mãos

Toda conceituação artística e musical da festa foi capitaneada pela equipe de Artes do Colégio, formada por profissionais da área de Artes Visuais, Música, Teatro e Dança: Alba Cabral, Beatriz Quaglio, Carlos Medeiros, Cinthia Matos, Mariana Manse, Murilo Cecchetto e Rita Roza.

Do conceito ao evento em si, a Festa Junina Sidarta acionou um ecossistema de cooperação. No Barracão, as famílias e educadores trabalharam juntos na ambientação do espaço. Nas aulas de Artes, os estudantes criaram peças que completaram a cenografia. O repertório das apresentações e as danças típicas foram gestados nas aulas de Música, de Teatro e Dança. Os saberes e tradições regionais vivenciados pelos alunos durante as Expedições Sidarta — nossas viagens de estudo do meio — trouxeram ainda mais profundidade cultural.

Celebração com propósito social

A Festa Junina cumpre outra função central em nosso calendário: o evento é uma das principais fontes de arrecadação do Andoriar, nosso projeto de voluntariado.

Neste ano, os fundos obtidos apoiarão as iniciativas que os alunos vão desenvolver em agosto junto às comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, no sul de São Paulo. Dessa forma, a celebração se traduz em uma ação concreta de valorização de quem mantém vivas as tradições culturais brasileiras.

“Eu sinto que a gente já precisa pensar na próxima festa. Quando eu entrei no Sidarta, senti que esse legado já é muito forte. A Festa Junina é uma tradição e isso me move. Ser Sidarta é continuar o sonho de quem começou tudo isso aqui!”, afirmou a professora Cinthia, de Artes Visuais.

Colégio Sidarta